Sobre Nós
Projetos Quinta Serra d’Oura & Head Rock: o que nos move?
O projeto Head Rock Wines e, recentemente, Quinta Serra d’Oura, nasceu em 2007 com a compra dos terrenos que hoje acolhem as vinhas e que passam para as nossas uvas a ipicidade tão única deste terroir.
Dividida em duas fases (2008 e 2009), os cinco hectares, que outrora tinham sido ambém vinha e que se transformaram em vegetação selvagem, deram lugar aquela que é a aventura vitivinícola que hoje chega ao mercado. Entre toneladas e toneladas de rocha granítica, quartzo e saibro, algumas áreas da propriedade são completamente inexploráveis devido à presença de grandes maciços rochosos.
Depois de ultrapassada a movimentação de terras foi tempo de decidir quais as castas que melhor se adaptariam a este sítio tão especial: Alvarinho, Gouveio, Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Syrah. Tudo isto acontece entre os 450 e os 700 metros de altitude. Nas cotas mais altas os brancos (com exceção para uma parcela de Alvarinho na cota mais baixa) e os tintos nas cotas mais baixas.
A essência do projeto resume-se em duas ideias: produzir vinhos sempre com foco na qualidade em detrimento da quantidade e passar, da forma mais fiel possível, aquilo que o magnífico e único terroir de Vidago têm para oferecer.
Caracterização da região: Vinhos únicos
Os nossos vinhos provêm da região de Trás-os-Montes. Estamos localizados na subregião de Chaves, mais concretamente na vila de Vidago. Aqui temos a influência da mineralidade trazida a este território pela existência de uma série de nascentes de água mineral (Vidago e Pedras Salgadas).
Também os solos são diferenciadores: elevada presença de manchas rochosas de granito com grande percentagem de quartzo e ainda um solo de elevada permeabilidade, composto principalmente por saibro. Aqui as videiras “sofrem” com o stress hídrico provocado ainda pela baixa pluviosidade.
A amplitude térmica é também um fator de elevada importância para a diferenciação dos nossos vinhos. Invernos caracterizados por temperaturas baixas, pouca chuva e a quase inexistência de nevoeiro, com o verão a trazer amplitudes térmicas extremas, com dias de 45ºc e noites de 10ºc ou menos.
Temos ainda uma das vinhas com maior altitude da região, fator que confere aos nossos vinhos uma frescura e acidez acima da média, transversal a brancos e tintos. Começando nos 450 metros (aprox.) com as castas tintas (com exceção para a primeira mancha de plantação de Alvarinho) e com os brancos a figurar nas cotas mais altas (600 a 700 metros).
Não tendo influência marítima direta, estamos localizados no limite da região em relação aos Vinhos Verdes, estando apenas separados destes por uma cadeia montanhosa, gozando assim de alguma interação entre as características das duas
regiões.
